Contando Placas – Estrada, solidão e as histórias que o tempo insiste em levar
Contando Placas é uma canção poética e viajante, que fala de deslocamento, memória e do peso silencioso da saudade.
Entre paradas curtas, nomes esquecidos e placas que se transformam em capítulos, a música constrói uma narrativa intimista sobre viver na estrada e buscar portos que já não existem.
É uma obra para quem se identifica com a solidão do caminho, mas também com a beleza de seguir adiante, mesmo sem destino certo.
🎶 Letra Completa
Contando Placas
[Verse 1]
Faz tempo que a solidão é minha companhia
E o cheiro de gasolina já não me espanta
Cada parada, um descanso breve pra minha alma
E as conversas sempre ficam sem respostas
[Pre-Chorus]
A cada ponte, um pedaço de mim atravessa
E me espera lá do outro lado, rindo da pressa
[Chorus]
Volto ao asfalto como quem volta pra um porto
Mesmo sabendo que o porto mudou de lugar
Carrego no bolso um punhado de nomes
Que o tempo insiste em apagar
[Verse 2]
No rádio velho, alguém canta o que não vivi
E jura que entende de saudade de verdade
Eu só respondo com um aceno breve
E sigo contando placas como se fossem capítulos
[Pre-Chorus]
Na curva torta, uma placa me pergunta de frente
Se ainda tenho coragem de parar
[Chorus]
Volto ao asfalto como quem volta pra um porto
Mesmo sabendo que o porto mudou de lugar
Carrego no bolso um punhado de nomes
Que o tempo insiste em apagar
[Bridge]
Se um dia eu ficar
Vai ser porque a estrada cansou de me chamar
E o horizonte fechou a conta
Sem deixar troco pra voltar
[Final Chorus]
Volto ao asfalto como quem volta a seu porto
Mesmo sabendo que o porto não é meu lugar
Guardo no peito as histórias que encontrei
E deixo o resto pro vento levar
[Outro]
E o asfalto dorme comigo, até o dia acordar
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